quarta-feira, 20 de abril de 2016

Nessa sexta feira dia 22 de abril, às 17 horas farei mais uma apresentação do espetáculo solo "DANÇO PORQUE NÃO SEI VOAR" na Estação Central do Metro DF. 

O projeto surgiu da necessidade de dançar em diferentes espaços e de preferência em locais com grande circulação de pessoas E como faço aula de dança contemporânea com Luciana Lara diariamente. E por ser a dança minha profissão. Surgiu à ideia de criar esse projeto/trabalho com ele já me apresentei em Brasília e Teresina. 

Equilíbrio é o nome da companhia que criei em 1999 em Teresina-Piauí. E que hoje continua sendo a companhia que eu represento, e faço parte. Atualmente sou um bailarino solitário de uma companhia formada por mim mesmo. Isso tem claro lados bons e ruins: Um bom é que só dependo de mim para realização qualquer ação da companhia. E um ruim é que não tenho o incentivo coletivo na hora de ser motivado a seguir.

DANÇO PORQUE NÃO SEI VOAR, é um trabalho de dança contemporânea que propõe um voo em solo, onde um corpo bem consciente, se estimula por meio dos seus movimentos e os espaços em que se coloca para o outro. É uma dança que acredita no potencial existente nas diferentes habilidades da dança. Embora a criação tenha muito espaço para o improviso, é também norteada por marcações exaustivamente ensaiadas. Trata-se de uma coreografia que se gruda a proposta de experimentar e dançar, através de um dançarino que absorveu em sua formação elementos distintos em suas trajetórias. Porém a dança une esses corpos. Um que dança e outros que "assistem" em extrema projeção da espera. É um jogo onde um precisa alimentar o outro de sensações suficientes para gerar os movimentos dançados.








quinta-feira, 7 de abril de 2016

Danço porque não sei voar







Em virtude da apresentação de DANÇO PORQUE NÃO SEI VOAR, que farei amanhã. Fiz hoje um ensaio muito bom e quero compartilhar com vcs. Aconteceu na Passarela da EPTG altura do Guará DF. Um espaço perfeito pra o que eu precisava. Foi encantador dançar por horas num lugar de fluxo constante de carros. Recomendo, basta um fone de ouvido e muito movimento.

Aproveito para convidar todos que estão no Distrito Federal, assistirem minha apresentação às 17horas na Estação Central do Metrô DF. Pois dançar tem sempre grande importância na minha existência. Obrigado meu Deus por nascer sobre o dom da dança, a necessidade da dança e ainda por cima ser um profissional da dança brasileira.



Dia 08 de abril ás 17 horas na Estação Central do Metrô DF (Rodoviária do Plano Piloto) de graça!

FICA O CONVITE!

segunda-feira, 7 de março de 2016

sexta dia 11, as 19 horas em Teresina



AVISO AOS TERESINENSES: Dia 11 de março às 19h, no Teatro Torquato Neto. Teresina-PIAUÍ
Apresentação do Espetáculo Solo "Danço porque não sei voar"
Valdemar Piauí, depois da temporada em Brasília no Festival Internacional NovaDança, o bailarino apresenta pela primeira vez "o solo Danço porque não sei voar", em solo piauiense.
Sobre o Trabalho: Em forma de poesia do corpo fala sobre as tentativas de voo, de um bailarino do interior do Piauí. A coreografia é resultado da busca de uma assinatura corporal que abrangesse uma necessidade de sintetizar uma vida inteira dedicada á dança. A fala é o elemento de ligação entre os acontecimentos. Comemora 20 anos de carreira e 40 anos de vida.
R$ 20, estudantes e artistas pagam só meia entrada.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Ocupa

O Movimento Ocupa o Teatro Nacional nasceu da necessidade, de pressionar o governo do Distrito Federal, para adotar uma postura que solucione a questão, do Teatro Nacional Claudio Santoro está fechado há 3 anos, sem previsão de reabertura.

É um grupo formado por artistas, estudantes e produtores culturais que se organizaram para realizar atividades culturais no Entorno e Estrutura do Teatro Nacional.

A primeira atividade aconteceu dia 20 de fevereiro, e reuniu cerca de 50 pessoas. Na ocasião foi definida a próxima ocupação que acontecerá dia 19 de março às 17 horas. Os organizadores do evento, pretendem atrair mais pessoas. E elabora para isso, uma programação artística, que inclui aula de dança afro, encenação de teatro, cantorias e improvisações. Entre outras atividades, que visam agregar mais pessoas sensíveis com á causa.

O movimento busca também mobilizar pessoas a permanecerem acampadas(os) no entorno do teatro, para dar mais visibilidade ao movimento. Até que sejam assumidas as posturas resolutivas.

Dia 19 de março às 17 horas no Teatro Nacional Claudio Santoro.
#OCUPAOTEATRONACIONAL








NÃO DEIXE O TEATRO MORRER
NÃO DEIXE O TEATRO ACABAR
O POVO PRECISA DE ARTE 
E A ARTE É QUEM VAI NOS SALVAR

(NOSSO GRITO DE GUERRA)

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Ensaio cavalo pinaco infantil em Amarante

Crianças mantem viva uma tradição na cidade de Amarante interior do Piauí, trata-se do Cavalo Piancó, uma dança tradicional daquela região e que por meio do projeto do bailarino Valdemar mantem viva uma tradição.






Fernando Freitas

Ele é o máximo, atua, se monta, se joga, e eu adoro!






terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Dança Cadeirante





O projeto Dança Eficiente foi idealizado por mim (Valdemar Piauí) para promover a dança entre as pessoas com deficiência em 2007 em Teresina-PI.



Desde então realizamos um trabalho que valoriza o corpo e a pessoa com deficiência através da dança contemporânea. Aqui temos alguns trechos desses momentos de criatividade e vivencia corporal, apresentados na Mostra Piauí Dança que aconteceu no Teatro José de Alencar em Fortaleza-CE.



São mulheres que se entregam com a almo ao exercício de emocionar com singularidade dos seus corpos e a pureza das suas movimentações únicas.



É certamente um dos projetos que mais me dão orgulho, principalmente porque hoje a companhia continua trabalhando sua criatividade e sua arte com as próprias rodas.



É sem dúvida um grande marco na dança brasileira, por que inova trazendo para a cena artistas tão especias, que emocionam a todos com a beleza singular dos seus movimentos. E também a energia liberada quando vemos esse exercício de superação e pureza.



Obrigado Dança Eficiente por vcs existirem e acreditarem no meu sonho, que hoje é realidade.

sábado, 26 de dezembro de 2015

Retrospectivas

Valdemar Piauí

Sou bailarino, coreógrafo, professor, pesquisador, diretor fundador da Organização Ponto de Equilíbrio (Teresina-Piauí), fundador e vice-presidente da Associação Cultural dos Amigos de Amarante (Amarante-Piauí). Ações desenvolvidas no Piauí, e que por meio delas me conecto com minhas raízes e contribuo de alguma forma, para o desenvolvimento da cultura piauiense.

2015 pessoalmente foi um ano de mudanças, abstruso, ano que me possibilitou chegar a muitos limites de mim mesmo. Vivo nesse momento um estado de adaptação aqui em Brasília (farei dois anos que cheguei aqui em julho). Uma mudança assim precisa de tempo para se concretizar, e tenho aproveitado esse tempo para me aprofundar em mim mesmo, para chegar nesses limites e usufruir de uma sensação necessariamente pessoal, que me fortalece enquanto humano.

Muitas vezes, como artistas, nós nos distanciamos do lado humano, somos “quase” desumanizados, é uma contestação minha. Vários fatores eu considero, o mais grave deles em termos profissionais pra mim, é a estabilidade, algo muito raro na profissão do artista. E quando a economia não anda bem, certamente a consequência é maior para nós. Ser artista sempre foi e será uma profissão complexa, pois, em muitas situações somos negligenciados, e nosso oficio se confunde com outras atribuições, ou ainda são consideradas de menor valor financeiro. O poder público ainda é o grande mantenedor da cultura no Brasil, e fomos alimentados a só consumir cultura se for de graça. Mesmos os artistas preferem uma cortesia ou mesmo só vão a eventos que tenham entrada gratuita. Isso também é cultural. E por outro lado os artistas bem sucedidos (o que não significa ser mais talentoso) esbanjam e ostentam vidas dignas de grandes empresários, muitos artistas são “empresas” e empregam milhares de outros artistas e técnicos. Isso confunde a cabeça da população geral que: ou pensa que todo artista é rico, ou acha que todos são bem pagos ou ainda acham que só são merecedores de pagamentos os que estão na globo.

Quis dizer tudo isso pra tocar em outra questão importante para qualquer um de nós, que é o “planejamento”. Sem ele não conseguimos nada, nadamos e morremos na praia, ficamos a ver os navios passarem, e não tomamos as rédeas de nossas carreiras. É importante valorizarmos essa etapa e destinar um tempo para o planejamento. Isso é fundamenta para quem busca se firmar e se manter com dignidade dentro desse mundo cada vez mais capitalista. Onde para vivermos e até mesmo trabalharmos, nós precisamos de estruturas e de aparato tecnológico, cada vez mais complexo e com alto valor de manutenção.

Em Brasília sou Presidente-Fundador da Micro Empresa Individual Equilíbrio Cultural. Uma empresa que entra no mercado de produção de cultura no Distrito Federal, e com muito planejamento vamos desenvolver um trabalho de transformação social por meio da cultura, no Brasil. Posso garantir isso, tendo como experiência toda minha vida. Em todos os lugares onde vivi, procurei exercer da melhor maneira minha missão de produzir cultura e conhecimento. E aqui em Brasília não tem sido diferente, pois embora seja a capital do Brasil e com apenas 55 anos de existência. Brasília é uma cidade muito carente de cultura, como todas outras do Brasil que não sejam Rio de Janeiro e São Paulo.

Aqui no Distrito Federal a cultura também vive a míngua, acontece eventualmente, e como em todo lugar, tem poucos projetos com muitos “destaques” e que embora isolados, causam muitas melhorias onde atuam. Brasília por exemplo, o Teatro Nacional está fechado para reforma já faz três anos. Nos últimos anos perdeu a Casa Estatal de dança e muitos outros espaços para a formação de artistas por falta de manutenção. A Faculdade Dulcina de Moraes está preste a ser fechada por falta de incentivo. Concluo nesses muitos anos de carreira que não é nada fácil fazer cultura, seja aqui, seja em Amarante, seja em Teresina, claro que em cada uma dessas cidades existem suas glórias, e que assim como em qualquer outro lugar do mundo, tem o mesmo apelo humano do qual quero mesmo falar aqui. O fato de a arte me possibilitar contatos, isso vem me alimentando a cada dia, a cada nova conversa, a cada novo espaço que ocupo, a cada nova oportunidade que me surge. Como por exemplo a possibilidade de criar uma turma de Dança Afro no Espaço Usina. Ou mesmo as aulas de Ritmo no Espaço Imaginário. Entre o que se concretizou em 2015 posso falar das aulas de Dança na Academia New Life (Cruzeiro Novo), o acesso ao Conselho Gestor da Associação Desportiva e Cultural Superar (Samambaia-DF). Professor de Dança da ONG Grupo Pellinsky (Cruzeiro Velho-DF). Entre muitas possibilidades que vislumbro para o ano que já se inicia. Uma coisa é certa, preciso de mais planejamento e ação, pois essas são, sem dúvida, as condições exatas para qualquer voo.


Pela falta de planejamento passei o meu primeiro natal da vida fora da minha cidade natal: AMARANTE.







segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Eu




Bom dia!
Vou escrever sem parar. Até que a última coisa que me reste, seja a lua.
Vou escrever sem parar. Até que a última gota que me reste, seja a sua.
Obrigado pelo pôr do sol, pela luz que posso sentir na minha tez, pelos raios solares, pela vitamina, pela melanina, pela consciência.
Obrigado pelo aconchego, por não sentir medo de amar e saber sempre esperar o lado bom do tempo rei de todas as coisas.
O coração é um oceano de sentimentos, de lamentos naufragados, sensações submersas, anotações perdidas numa corrente fria rumo ao norte.
O coração só precisa de sorte?
Hoje eu estou bem inspirado, com a cabeça borbulhando em pensamentos
Hoje eu estou bem processado, com o coração recheado de sentimentos.
Hoje quero ler livros, escrever poemas, pintar poesias. Quero esquecer de tudo que possa me deixar triste. Hoje a tristeza pra mim não existe.
Hoje adormeci depois de escrever por horas sem parar, depois de refletir sobre assuntos que ha muito tempo não viam à tona. Que não borbulhavam. Assuntos guardados a sete chaves, triturados no liquidificador dos sentimentos perdidos.
Hoje acordei assim cheio de mim mesmo, pronto pra me doar pro mundo.
Hoje só quero um dia sem selfie nem choro.
Nada de lamentos, só sentimentos grandes que nos elevam. Amém, Amem!
Na solitária imensidão da natureza. De prontidão como um espião de mim mesmo, busco entendimento no que não me faz sentido.
Perdido.
Estou no colo da mãe natureza.

Valdemar Santos​
21 de dezembro 2015, Brasília-DF